{"id":822,"date":"2020-08-23T09:00:00","date_gmt":"2020-08-23T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/site.abto.org.br\/?p=822"},"modified":"2024-03-07T15:26:07","modified_gmt":"2024-03-07T18:26:07","slug":"faq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/site.abto.org.br\/en\/faq\/","title":{"rendered":"FAQ"},"content":{"rendered":"

Como poderei ser doador de \u00f3rg\u00e3os ap\u00f3s a morte?<\/strong>
Para ser doador, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio deixar nada por escrito, mas \u00e9 fundamental comunicar seu desejo da doa\u00e7\u00e3o \u00e0 sua fam\u00edlia, que sempre se aplica na realiza\u00e7\u00e3o desse desejo, o qual s\u00f3 se concretiza ap\u00f3s a autoriza\u00e7\u00e3o desta, por escrito.<\/p>\n\n\n\n

Como proceder com o potencial doador falecido?<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Considera-se como Potencial Doador todo paciente em morte encef\u00e1lica. No Brasil, o diagn\u00f3stico de morte encef\u00e1lica \u00e9 definido pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.173, de 23 de novembro de 2017, devendo ser registrado em prontu\u00e1rio, um Termo de declara\u00e7\u00e3o de Morte Encef\u00e1lica, descrevendo os elementos do exame neurol\u00f3gico que demonstram aus\u00eancia dos reflexos do tronco cerebral, bem como o relat\u00f3rio de um exame complementar. Para constata\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico de Morte Encef\u00e1lica \u00e9, inicialmente, necess\u00e1rio certificar-se de que:<\/p>\n\n\n\n

1) O paciente tenha identifica\u00e7\u00e3o e registro hospitalar;
2) A causa do coma seja conhecida e estabelecida;
3) O paciente n\u00e3o esteja hipot\u00e9rmico (temperatura menor que 35\u00b0C);
4) O paciente n\u00e3o esteja usando drogas depressoras do Sistema Nervoso Central;
5) O paciente n\u00e3o esteja em hipotens\u00e3o arterial.<\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s essas certifica\u00e7\u00f5es, o paciente deve ser submetido a dois exames neurol\u00f3gicos que avaliem a integridade do tronco cerebral. Esses exames s\u00e3o realizados por dois m\u00e9dicos n\u00e3o participantes das equipes de capta\u00e7\u00e3o e transplante. O intervalo de tempo entre um exame e outro \u00e9 definido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 idade do paciente (Resolu\u00e7\u00e3o CFM 1480\/97).<\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s o segundo exame cl\u00ednico, \u00e9 realizado um exame complementar que demonstre:
1) Aus\u00eancia de perfus\u00e3o sangu\u00ednea cerebral; ou
2) Aus\u00eancia de atividade el\u00e9trica cerebral; ou
3) Aus\u00eancia de atividade metab\u00f3lica cerebral;<\/p>\n\n\n\n

Consentimento Familiar<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de morte encef\u00e1lica, a fam\u00edlia deve ser consultada e orientada sobre o processo de doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os. A entrevista deve ser clara e objetiva, informando \u201cque a pessoa est\u00e1 morta e que, nessa situa\u00e7\u00e3o, os \u00f3rg\u00e3os podem ser doados para transplante\u201d. Essa conversa pode ser realizada pelo pr\u00f3prio m\u00e9dico do paciente, pelo m\u00e9dico da UTI ou pelos membros da equipe de capta\u00e7\u00e3o, que prestam todas as informa\u00e7\u00f5es que a fam\u00edlia necessitar. Esse assunto deve ser abordado em uma sala de ambiente calmo, com todas as pessoas sentadas e acomodadas.<\/p>\n\n\n\n

Principais causas de morte encef\u00e1lica<\/strong><\/p>\n\n\n\n

1) Traumatismo cr\u00e2nio encef\u00e1lico;
2) Acidente vascular encef\u00e1lico (hemorr\u00e1gico ou isqu\u00eamico);
3) Encefalopatia an\u00f3xica e tumor cerebral prim\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n

O que fazer ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de morte encef\u00e1lica<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de morte encef\u00e1lica, deve acontecer a notifica\u00e7\u00e3o \u00e0s Centrais Estaduais de Transplante (CET). Para isso, o m\u00e9dico deve telefonar para a Central do seu estado informando nome, idade, causa da morte e hospital onde o paciente se encontra internado. Essa notifica\u00e7\u00e3o \u00e9 compuls\u00f3ria, independente do desejo familiar de doa\u00e7\u00e3o ou da condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do potencial doador de converter-se em doador efetivo. O \u00f3bito deve ser constatado no momento do diagn\u00f3stico de morte encef\u00e1lica, com registro da data e hor\u00e1rio. Pacientes v\u00edtimas de morte violenta s\u00e3o obrigatoriamente autopsiados. Ap\u00f3s a retirada dos \u00f3rg\u00e3os, o atestado de \u00f3bito \u00e9 fornecido por m\u00e9dicos legistas (Instituto M\u00e9dico Legal). Pacientes com morte natural (Acidente Vascular ou Tumor Cerebral) recebem o atestado de \u00f3bito no hospital.<\/p>\n\n\n\n

\u00d3rg\u00e3os e Tecidos que podem ser usados<\/strong><\/p>\n\n\n\n

\u00d3rg\u00e3o\/Tecido Tempo m\u00e1ximo p\/retirada Tempo m\u00e1ximo de preserva\u00e7\u00e3o extracorp\u00f3rea
C\u00f3rneas: 6h P\u00f3s Parada Card\u00edaca 7 dias
Cora\u00e7\u00e3o: Antes da PC* 4 a 6 horas
Pulm\u00f5es: Antes da PC* 4 a 6 horas
Rins: at\u00e9 30 min P\u00f3s PC* at\u00e9 48 horas
F\u00edgado: antes da PC* 12 a 24 horas
P\u00e2ncreas: antes da PC* 12 a 24 horas
Ossos: 6 horas P\u00f3s PC* at\u00e9 5 anos
*PC: Parada Card\u00edaca<\/p>\n\n\n\n

AVALIA\u00c7\u00c3O DO POTENCIAL DOADOR<\/strong><\/p>\n\n\n\n

A avalia\u00e7\u00e3o do potencial doador deve considerar a inexist\u00eancia de contraindica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e laboratoriais \u00e0 doa\u00e7\u00e3o. Assim, de forma geral, n\u00e3o devem ser considerados doadores:<\/p>\n\n\n\n